O Brasil é tão grande que uma viagem de algumas horas pode te levar de 8 °C a 32 °C. Quem sai do Sul ou do Sudeste no inverno para o Norte ou Nordeste conhece o dilema: o que vestir no embarque e como não carregar um casaco inútil a viagem inteira?
O sistema de camadas
A solução é se vestir como uma cebola: várias camadas finas, que podem ser tiradas uma a uma.
- Camada base: uma camiseta leve, que você vai usar no destino quente.
- Camada intermediária: um suéter fino ou moletom leve.
- Camada externa: uma jaqueta compacta, de preferência dobrável, que vira um pacotinho na mala.
Ao pousar no calor, tudo o que não é camiseta vai para a mala de mão. Na volta, faz o caminho inverso.
O que vai no corpo e o que vai na mala
- Use no embarque o calçado mais pesado (tênis fechado) e leve sandália na mala.
- Calça leve, que funcione no frio do aeroporto e não sufoque na chegada.
- Meia fina, fácil de tirar.
Não esqueça do frio dentro do avião
Mesmo indo para o calor, o ar-condicionado da cabine e de muitos aeroportos é forte. Um casaco leve ou uma echarpe resolvem.
No destino quente
- Roupas de tecido leve e cores claras.
- Protetor solar, chapéu e óculos de sol: o sol do Norte e do Nordeste, perto da linha do Equador, é bem mais forte do que muita gente imagina.
- Uma peça de manga longa leve para os fins de tarde ou ambientes refrigerados.
O caminho inverso
Para quem mora no calor e vai para o frio do Sul, o ideal é não comprar tudo novo. Uma segunda pele térmica é leve, ocupa pouco espaço e esquenta muito. Combine com um casaco mais grosso que você usa no corpo durante o voo.
Com a lógica das camadas, a mesma mala de mão atende aos dois climas e você não precisa despachar nada.