Em boa parte da Amazônia, o rio é a estrada. Uma viagem pela região fica muito mais rica quando você usa o avião para chegar a uma cidade-base e o barco para seguir adiante. É mais lento, sim, mas a lentidão é justamente o ponto.
Manaus: a porta de entrada
Manaus tem o Teatro Amazonas, o Mercado Adolpho Lisboa e, a poucos quilômetros, o Encontro das Águas, onde os rios Negro e Solimões correm lado a lado sem se misturar por quilômetros. Hotéis de selva nos arredores oferecem passeios de canoa, visitas a comunidades ribeirinhas e focagem noturna de jacarés.
Parintins: o festival no meio do rio
A cidade fica numa ilha do rio Amazonas e recebe, no fim de junho, o Festival Folclórico com a disputa entre os bois Garantido e Caprichoso. Durante o festival, a procura por voos e barcos explode; muita gente vai de barco a partir de Manaus, numa viagem que dura bem mais que um voo, mas vira parte da festa.
Santarém e Alter do Chão
Voa-se para Santarém, no Pará, e em cerca de uma hora de estrada se chega a Alter do Chão, famosa pelas praias de areia branca no rio Tapajós. As praias aparecem com mais força na época da seca, normalmente na segunda metade do ano. Na cheia, a paisagem muda e os passeios de barco pelos igapós ganham destaque.
Belém e a Ilha de Marajó
Depois de comer bem em Belém, pegue o barco para Marajó. Soure e Salvaterra são as bases mais comuns, com praias, fazendas de búfalos e muita tranquilidade.
Como planejar
- Entenda cheia e seca. O nível dos rios muda a paisagem e os passeios disponíveis. Pesquise o que você quer ver antes de escolher a data.
- Barco regional ou lancha. Os barcos de linha, com redes, são mais baratos e lentos; lanchas rápidas custam mais e economizam tempo.
- Leve repelente, roupa leve de manga longa e capa de chuva.
- Combine trechos. Uma viagem em “linha”, chegando por Belém e saindo por Manaus (ou vice-versa), pode custar menos do que você imagina se você pesquisar passagens só de ida.